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Gazeta Norte Mineira - Ted Evangelista

Ted Evangelista

Ted Nobre Evangelista - Psicólogo Clínico
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Uma reflexão
Qua, 30 de Junho de 2010 08:44

No último mês de maio comemoramos o dia das mães, e muitas foram as homenagens as mães do norte de minas. Quem tem boa memória se lembrará de várias mensagens espalhadas pela cidade, algumas criativas, outras cumprindo o papel de não esquecer. Contudo, deixando a função social que a data exige, gostaria de tecer sobre as diversas relações maternas construídas a base de sentimentos, afeições e sonhos.
O desejo de ser mãe é despertado desde a infância e ganha muito peso na puberdade, algumas famílias funcionam como exemplo positivo e outras como negativo, muito da maneira como imaginamos e desejamos ser em família vem da capacidade individual de perceber a nossa família e a família do outro. As comparações são inevitáveis, pontos são exaltados, jeitos são imitados, tudo com o objetivo de aprender, de exercitar o modelo de família que queremos construir.
Algumas ações são impensadas e praticamos como algo natural, como a forma de falar e tratar o (a) companheiro (a), as vezes acabamos por repetir comportamentos infantis. Entretanto, a relação materna desenvolvida no seio familiar é única. Apesar de previamente elaborada a forma como gostaríamos de ser família, a cada dia aparecem situações que exigem reações imediatas, respostas que não encontramos no manual do ser mãe, então resta o manual do coração em que a única regra é amar corrigindo, amar educando, amar presenteando, amar castigando, amar...
Então para mais que “mãe é quem cria”, ou “direito de ser mãe”, ou “toda mãe é santa”, está a condição materna de lutar tentando construir nos filhos um caráter digno, um postura correta, um coração bom. Muitos filhos desonram as suas mães, outros sabem e dignificam a figura materna. Mas independente do caminho escolhido pelos filhos, a mãe é reflexo de luta, de crença, de amor, é reflexo da inocência em acreditar que pode oferecer mais de si pelo outro, e essa inocência move montanhas, muda vidas, adota filhos e principalmente, não os deixa desamparados. Um grande abraço a todas as mães, felicidades e tudo de bom.

 

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