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Há males que vêm para o bem. E é o caso aqui dos CD/DVD’s piratas que, em função do avanço tecnológico trouxe para o momento presente os filmes dos tempos passados. Ah, quantas saudades eu sinto dos cartazes de cinema! Ainda hoje há restos deles que estão fixados na junção da Rua General Carneiro com a Rua João Souto. Naquele tempo, assistíamos aos filmes de faroeste que nos encantavam com certeza! Interessante de se notar era que, quanto mais os bandoleiros matavam os índios mais índios apareciam para lutar e, no final da “confusão” não ficava um só corpo estendido no chão para contar a história. Era uma violência que não faziam mal às crianças e que os adultos gostavam de ver, pois a fantasia das películas sempre trazia no final a mensagem de que o crime não compensa. Lembramos com saudades do Buck Jones salvando a mocinha dos maus bandidos. Lembramos, também, do Rex Allen, do Durango Kid, do Roy Rogers e do Zorro com o seu amigo Tonto, todos eles a serviço da justiça. Depois veio a época dos clássicos com atores famosos como Charlton Heston, Grenn Ford, Willian Holden, Burt Lancaster, John Wayne, James Stewart, Robert Mitchum, Kirk Douglas e tantos outros. Com o passar dos tempos, uma nova fase no cinema faroeste faz a alegria da garotada. Eram as figuras hilariantes de Ringo, Django, Keoma e outras tantas. Esses filmes, embalados pelas canções mecânicas importadas das produtoras italianas, ganharam as telas do mundo inteiro. Entretanto, com o advento da televisão, o cinema foi ferido mortalmente pela telinha da TV e entrou em total decadência. Para completar o desastre, o tiro de misericórdia foi dado pelas igrejas evangélicas que compravam as salas de projeções para a realização de seus cultos. Entretanto, com a pirataria dos CD/DVD’s – que é crime, mas que o próprio presidente da república, Luis Inácio Lula da Silva, utilizou dela para assistir ao filme “Os Dois Filhos de Francisco” – os cinéfilos têm hoje a oportunidade ímpar de colecionar e recordar os filmes do tempo das diligências, onde a lei do mais valente era que ditava a ordem num vilarejo qualquer sob o comando de um intrépido pistoleiro. O xerife, um homem a serviço do bem, sempre estava envolvido com o crime organizado. Coisas que até hoje acontecem com aqueles que devem promover a segurança da população. Foi nesta época dos filmes de faroeste que Roberto & Erasmo Carlos se inspiraram para gravar a versão americana da canção “A história de um homem mau”. Enquanto Hollywood produzia filmes de bang-bang, aqui no sertão bruto da nossa terra, o cangaço dominava as telas com as histórias de Lampião. Era um gênero único no mundo. Com isso passamos a documentar a verdadeira história das nossas raízes e das nossas tradições com as aventuras do Rei do Cangaço, o capitão Virgulino Ferreira da Silva. Enquanto isso, o cinema americano produzia películas com os seus fora da lei: Bill The Kid, Jesse James, Buffalo Bill, Wyatt Earp e tantos outros. Por outro lado, as belas prostitutas da terra do Tio Sam dançavam com desenvoltura nos saloons de jogos, valorizando sobremaneira as produções cinematográficas, agora em películas technicolor e panavision. O cinema que é chamado de sétima arte foi inventado pelos Irmãos Lumière já no final do século XIX, a vinte e oito de dezembro de 1895, na cidade luz (Paris). De lá pra cá muita coisa aconteceu com o cinema. Mas, há males que vêm para o bem e... e o homem criou o compacto-disc (CD/DVD). No shopping Popular de Montes Claros, os cinéfilos já podem encontrar filmes antigos. Na Loja de Nem Boró, no último pavimento do prédio, há uma coleção invejável de bons filmes de faroeste. Portanto, recordar os tempos das diligências com os filmes de faroeste, desde o cinema mudo e com películas em preto & branco até o colorido do CinemaScoop, é uma boa pedida. Nada melhor que utilizar os CD/DVD’s no conforto de sua casa. |