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Gazeta Norte Mineira - Cida Santana


CIDA SANTANA

ACADÊMICA DE JORNALISMO
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PLANO B
Qua, 11 de Agosto de 2010 12:04

Para dar uma virada no péssimo momento que atravessa, o Atlético Mineiro tem hoje à noite uma chance de ouro.  Uma vitória contra o Grêmio Prudente, em Ipatinga, pela Copa Sul-Americana, pode dar um novo ânimo ao grupo que ocupa a vice-lanterna do Brasileirão. Por outro lado, uma eliminação pode agravar ainda mais a situação. O Galo precisa de uma vitória simples para seguir na competição. Embora isso pareça uma tarefa não muito difícil, é bom lembrar que o ataque alvinegro está a mais de 440 minutos sem marcar gols.

BEROLA

Para acabar com esse jejum, Vanderlei Luxemburgo vai apostar todas as fichas em Neto Berola, uma vez que Diego Tardelli está com a Seleção Brasileira. Berola se destacou no Vitória, time por qual fez vários gols e despertou o interesse da diretoria atleticana, mas até agora ainda não mostrou seu lado artilheiro em Minas. Começou como titular em três partidas pelo Atlético e reserva em outras três, e ainda não balançou as redes. A expectativa é que ele desencante em um momento tão importante. Não se pode criar preconceitos em relação ao nome das pessoas, mas o Berola vai precisar fazer muitos gols para que a torcida se acostume com esse sobrenome pouco comum.

SEM BALANÇAR

Na semana passada comentamos aqui nesse mesmo espaço que Vanderlei Luxemburgo só não caiu ainda por ser um nome de peso e ter um salário acima da média. Eis que o Atlético levou mais uma goleada e estacionou na vice-lanterna do Brasileirão. Ainda assim, Luxemburgo permanece intocável. Em São Paulo foi cogitada a sua ida para o tricolor do Morumbi, mas aqui em Minas ele permanece firme e com o aval de Alexandre Kalil. Resta saber até quando ele vai resistir. Paciência e confiança têm limite, e a torcida do Galo não vai aguentar por muito tempo. As famosas estratégias de Luxemburgo, pelo menos até agora, ainda não funcionaram no Atlético.

A ESPERA DE MONTILLO

Dentro da imensa torcida cruzeirense há muitas “viúvas do Alex”. Refiro-me ao fato de a torcida nunca esquecer os bons tempos em que Alex regia com maestria o meio campo celeste e ostentava com glória a camisa 10. Ele ficou conhecido por sua habilidade e técnica refinada com a perna esquerda, além de ser brilhante cobrador de faltas e escanteios, marcando belos gols. Entrou para a história como um dos maiores ídolos do Cruzeiro, comparável até a Tostão, Dirceu Lopes e Piazza. Desde a sua saída, o time não encontrou outro jogador que preenchesse tantos requisitos. A expectativa agora é em torno do argentino Montillo. Tudo está sendo feito às pressas para que ele estreie no próximo domingo contra o São Paulo. Não se espera que ele chegue ao nível de um Alex, mas que pelo menos assuma a posição de armador do time, função na qual o grupo está visivelmente carente. O próprio técnico Cuca admite essa deficiência.

ADEUS THIAGO

Para muitos torcedores do Cruzeiro, ele já vai tarde. Nunca foi muito boa a relação entre o zagueiro Thiago Heleno e a torcida celeste. Agora a diretoria acertou a venda do jogador para um grupo de investidores. Mas há quem queira, e muito, o zagueiro. Prova disso é que o atual técnico do Corinthians, Adílson Batista, já pediu a contratação do jogador. Quando dirigia o Cruzeiro, Adilson sempre defendia o zagueiro quando este era criticado pela torcida e pela imprensa.

COLORADO

Com a vaga garantida no Mundial Interclubes, o Internacional faz hoje à noite seu primeiro jogo pela final da Libertadores contra o Chivas, no México. Mas o maior adversário não será o time mexicano, e sim o gramado sintético do estádio Omnilife, em Guadalajara. Os jogadores temem pela velocidade da bola, mas garantem que isso não será desculpa para não conseguirem um resultado que dê condições de decidir o título em Porto Alegre, na próxima semana.

EM NOME DO MARKETING

Há muito que o futebol deixou de ser apenas uma paixão, e se transformou em negócio que envolve muitos milhões. Uma das maneiras que os clubes encontraram para arrecadar é estampar o nome de vários patrocinadores na camisa dos clubes, o que acaba por descaracterizar o uniforme. O Corinthians, por exemplo, coloca várias logomarcas de empresas ao mesmo tempo, causando uma poluição visual. Recentemente, no intuito de vender mais camisas, os clubes inventaram o que chamam de terceira camisa. Até aí nada demais. O pior é a cor dessa camisa. O Flamengo, que é imortalizado pelo seu rubro-negro, apareceu jogando de uniforme azul e amarelo. Coisas daqueles que se dizem gênios do marketing.


SEM JOGOS, MAS NA MÍDIA

Com a indefinição de quando o torcedor vai poder ver o time em quadra, a diretoria do BMG/Montes Claros segue fazendo esforços para que a grande sintonia entre a torcida e os jogadores seja mantida até o início dos jogos. Os principais jogadores vêm participando de ações de marketing que envolve o torcedor, como aconteceu na Fenics, na última semana. Atualmente está no ar, pela Intertv Grandeminas, uma campanha com o levantador Rodriguinho, pedindo doações para o projeto “Criança Esperança” da Rede Globo. As medidas são válidas e mostra o envolvimento do grupo com as causas sociais, mas o que todos esperam ansiosamente são os jogos com o novo time.

 

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