Associação desativada no Jardim Alegre enfraquece moradores

A desunião dos moradores enfraquece o bairro. A Associação dos Moradores foi desativada desde quando o presidente mudou para o bairro Primavera. Existe o Grupo Social Comunitário, que tenta desempenhar a função, mas também esbarra na resistência de alguns moradores. O borracheiro José Luiz Salgado apontou a desunião como um dos principais problemas para resolver a situação do bairro, pois não existe um canal de comunicação para conversar com as autoridades. Samuel  de Freitas Quirino reconhece essa situação. Provocados pela GAZETA, eles se dispuseram a se reunirem no dia 15, no bairro Jardim Alegre para discutir a situação.

O borracheiro José Luiz Salgado com Ângela Beatriz e Samuel
de Freitas querem reativar a associação (Foto: Girleno Alencar)

O curioso é que, sem lideranças, os problemas do bairro passaram a ser encaminhados por uma pessoa de outro bairro: José Delci de Freitas, líder comunitário do Village do Lago, ajudou na elaboração do abaixo-assinado para colocar mais um ônibus no local. Ele é irmão de Ângela Beatriz, que reside no Jardim Alegre e tio de Samuel de Freitas. Porém, quando a GAZETA fazia a reportagem, José Luiz, Ângela Beatriz e Samuel Freitas aceitaram o desafio de reativarem a Associação dos Moradores. José Luiz foi escolhido para ser presidente, tendo Samuel como vice; Rayane como secretária e Ângela Beatriz como tesoureira, para em caráter provisório, realizarem a nova eleição.

Adiel Elias de Souza, vice-presidente do Grupo Social Comunitário Jardim Alegre reconhece que a desunião enfraquece o poder de barganha do bairro. Isso se evidencia na instituição, pois o presidente Genivaldo foi morar e trabalhar em Brasilia. Adiel explica que o grupo foi criado para ajudar o bairro e tem atuado de forma geral, sem exigir que os moradores sejam filiados. A Associação dos Moradores, segundo ele, atua somente para quem é filiado. O Grupo Social tem feito parcerias com o CRAS Rural, pois apesar do Jardim Alegre ser urbano, no sistema de Desenvolvimento Social continua rural.

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Como exemplo do Grupo Social, Adiel cita que um dos primeiros trabalhos foi quando viabilizou a construção da ponte de alvenaria no acesso ao bairro, pois antes era de madeira e que causava insegurança. No ano de 2009 se abriu a campanha e o empresário Wilson Cunha doou o material. O material até foi desviado para outra ponte, mas com a pressão do Grupo Social, a Prefeitura fez a obra. O líder Adiel Elias afirma que o Grupo Social tem lutado para convencer a Prefeitura a criar a via de acesso pela avenida A, que fica mais próxima do Anel Rodoviário.

No sábado de manhã a escola municipal Laudelina Fonseca, a única do bairro, realizou a Páscoa no bairro, de forma a estimular a atividade comunitária. A diretora Jaqueline Fonseca Amaral Silva explica que a Páscoa Solidária trouxe os pais dos alunos para dentro da escola, onde se discutiu a mensagem vinda da páscoa, de fraternidade e união e não apenas da doação de um ovo de chocolate. Nisso enfocou a realidade do bairro e a importância de discutir a solução. Os alunos apresentaram várias peças típicas.

Adiel Elias de Souza propõe mudar a vida de acesso (Foto: Girleno Alencar)