Mulher sequestrada questiona segurança

Logo depois de a Polícia Militar agir e prender o bandido, a vítima do sequestro questionou o esquema de segurança oferecido pelo shopping, enquanto aguardava as providências da Polícia Civil. Durante entrevista concedida para a Inter TV, a mulher afirmou que se sentiu “completamente desprotegida” enquanto o marginal apontava para suas costas a faca usada no crime. “Eu olhava para um lado não via ninguém, olhava para o outro e não via ninguém. Eles dizem que tem guarda, mas, no final das contas, quando você precisa não tem nada”, desabafou.

Suspeito teria entrado armado no local pouco depois das 14h, onde ficou até 15h40, quando a vítima foi abordada
(Foto: Júnior Mendonça)

O contexto de como o crime aconteceu, dentro de um espaço privado e pago para sua utilização, gerou revolta também em testemunhas e frequentadores do espaço de compras. O irônico é que ao lado de onde a vítima foi rendida está o Ponto de Apoio do 3º Pelotão da Polícia Militar do bairro Canelas, que, segundo pessoas que trabalham na vizinhança, permanece fechado na maior parte do tempo.

POSIÇÃO | Na tarde dessa terça-feira (10) a Gazeta falou com a assessoria do shopping para esclarecer questionamentos levantados por leitores. Entre as dúvidas, o funcionamento do esquema de segurança no estacionamento onde o crime aconteceu, a quantidade seguranças no momento do sequestro e um posicionamento sobre uma possível falha na segurança. O fato de o suspeito ter permanecido dentro do local, portando uma faca, por aproximadamente uma hora e em plena luz do dia também foi questionado.

Através de nota, o shopping afirmou que “assim que tomou conhecimento do incidente, forneceu à equipe da Policia Militar as imagens do circuito de segurança e monitoramento interno”. Para o estabelecimento as imagens teriam sido “fundamentais para o auxílio na elucidação do fato”. “O Montes Claros Shopping Center lamenta o ocorrido e continua à disposição das autoridades para auxiliar no que for necessário”, finalizou a nota.