Saúde mental comemora data com obras paralisadas

No destaque, a movimentação na praça Doutor Carlos

O Dia Nacional de Luta Antimanicomial foi marcado ontem de manhã em Montes Claros com um aspecto triste: as obras do Centro de Atenção Psicossocial e das Unidades de Acolhimento continuam paralisadas há mais de 18 meses, sem perspectivas de serem retomadas, apesar dos recursos depositados pelo Ministério da Saúde. As obras ficam na rua Rio Verde, no bairro Planalto, depois de gerarem muitos protestos dos moradores, que se recusam a ser vizinhos de local onde ficarão viciados em drogas e doentes mentais. A empresa Nunes e Santos, vencedora da licitação, perdeu o contrato desde o final do ano passado e a Prefeitura ainda não realizou nova licitação.

No ato realizado ontem de manhã na praça Doutor Carlos, para marcar a luta pela desospitalização dos pacientes mentais, mais de 200 pessoas participaram dos exames oferecidos pela Prefeitura, de glicemia, pressão arterial e ainda de maquiagem. O psicólogo Luciano Tadeu Vieira, da coordenadoria de Saúde Mental explica que a rede de atenção psicossocial de Montes Claros tem atualmente 22 leitos, sendo 12 no hospital Universitário e 10 no Aroldo Tourinho; além de três CAPS, sendo um de nível Dois, outro de Álcool e Drogas e por fim, o Infanto-Juvenil. Tem também o Serviço Terapêutico com capacidade para oito pessoas e a Unidade de Acolhimento com capacidade para 15 pessoas. (Foto: Divulgação)