Minas já registrou mais de 13 mil casos prováveis de chikungunya em 2017

O último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) mostra que a febre chikungunya é a doença que mais preocupa as autoridades mineiras neste momento. O Estado já registrou mais de 13,3 mil casos prováveis da doença. A média nos primeiros 128 dias deste ano é de 104,2 pessoas infetadas a cada 24 horas. Segundo a SES, são investigadas 11 mortes que podem ter relação com a enfermidade. Em algumas semanas de 2017, notificações da chikungunya superaram as da dengue e Zika.

Dados da SES mostram que em janeiro, foram 743 notificações, fevereiro 3.325, março 6.915, e abril 2.349. Deste total, 74 infestados são gestantes. Nos primeiros oito dias de maio já têm 10 casos suspeitos. Segundo a SES, o crescimento da doença pode ser ilustrado com o acompanhamento no período de sete em sete dias. Nas semanas epidemiológicas 11 e 12, as notificações da chikungunya foram maiores do que da dengue. A febre é provocada por um vírus, que apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, tais comofebre alta, dores pelo corpo, dor de cabeça, cansaço e manchas avermelhadas pelo corpo.

Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, lidera a lista com 8.976 casos, seguido por Teófilo Otoni, com 2.066 registros da doença. Montes Claros teve apenas duas notificações da febre, uma no mês de janeiro e a outra em abril deste ano. Mesmo com poucos casos, o Centro de Controle de Zoonoses está em alerta, já que o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), realizado no mês de março na cidade, revelou um índice de infestação de 5,2, o que equivale dizer que, em cada mil imóveis pesquisados, 52 tinham focos do mosquito. O número indica um alto risco de transmissão de doenças, já que o Ministério da Saúde considera assim, índices superiores a 3,9.

O LIRAa realizado em 150 municípios mineiros em março preocupa. O resultado foi que 58 cidades estão em situação de risco para ocorrência de surto, 68 em situação de alerta e outros 24 com baixo risco. A SES informou que alta já era prevista devido às condições ambientais favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti; o grande número de pessoas que ainda não tiveram contato com o agente causador; a circulação do vírus na Região Nordeste do estado; e a inexistência de uma vacina ou medicamento específico para conter a virose.

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Dengue e Zika | Diferente da chikungunya, a dengue segue em baixa em comparação com 2016. Neste ano, foram registrados 22.793 casos prováveis da doença, bem menor do que as 527,8 mil notificações registradas em 2016, quando o estado passou pela pior epidemia. A SES já confirmou um óbito, em Ibirité, na Grande BH, e investiga 18 mortes. Já em relação ao Zika Vírus, foram registrados neste ano 646 casos prováveis, sendo 117 gestantes. Nos 12 meses do ano passado, foram 14.086 notificações da doença. Em 2017, 86 municípios já tiveram casos prováveis da enfermidade, destaque para Aimorés.

A medida garante o acesso de prefeituras às ações de apoio da Sedec-MI (Fotos: Divulgação)