Vereador alerta para prejuízos à saúde com a falta da gestão plena do SUS

Desde a gestão passada, o município de Montes Claros perdeu o poder da gestão plena sobre o recurso do SUS. Mas, de acordo com o vereador Edmilson Magalhães (PSDB), no destaque, segundo secretário da casa, é a falta de interesse da atual administração em reverter esse quadro que preocupa, haja vista os grandes problemas de que padece o setor por falta de recursos.

O parlamentar lembra que o Estado já demonstrou o interesse em devolver a gestão plena, mas até então o prefeito tem negado essa prerrogativa que viabilizaria recursos tão importantes. “O problema é que com isso estamos perdendo R$ 2,831 milhões do SUS, conforme dados do Ministério da Saúde. Pelo contrato assinado com os hospitais credenciados, o SUS repassa R$ 11,549 milhões por mês para cada unidade prestar o atendimento. Mas, atualmente, o repasse fica apenas em R$ 8,718, gerando esse montante de perca apontado. Toda diferença vai para a Secretaria de Estado da Saúde, que aplica onde quiser esse valor, não sendo necessariamente em Montes Claros, ou seja, ficamos mesmo sem o recurso.”

Ainda de acordo com vereador, o quadro da saúde só se agrava com a falta de recursos. Ele ressalta a ameaça de intervenção do Conselho Regional de Medicina – CRM – com a sanção de intervenção ética na Santa Casa pela falta de estrutura para atendimento dos pacientes, conforme declarou a direção do Conselho Regional de Medicina recentemente. A interdição ética é uma sanção que impede atuações médicas na unidade.

“Como um setor tão carente de recursos como é a saúde pode dar ao Executivo o poder de negar uma fonte importante como a retomada da gestão plena? Isso não parece coerente. A saúde é um direito fundamental, sendo obrigação do governo a prestação desse serviço ao seu povo. Mas atual gestão do Executivo tem deixado a desejar nesse sentido ao não aceitar a gestão plena de volta”, concluiu. (Foto: Alex Tuta)