Sindicato inicia negociação com gestão municipal

Coluna Em dia com a Política


Secretaria como sindicalista médico (Foto: Divulgação)

O Sindicato dos Médicos de Montes Claros e Norte de Minas (Sindmed) realizou encontro, na manhã da última terça-feira (10), com a secretária de saúde de Montes Claros, Dulce Pimenta. Durante a reunião, o presidente do Sindmed, Carlos Eduardo Pereira Queiroz, apresentou a pauta de reivindicações da atenção primária e secundária do município, e, também, a situação da greve dos médicos especialistas da cidade, que seguem em movimento na busca de melhores condições de trabalho e valorização profissional. Com o encontro, o Sindmed espera avançar nas negociações, que se arrastam desde 2015. A secretária recebeu documento oficial do sindicato e prometeu analisar as demandas e marcar novas reuniões com os profissionais, para andamento das negociações. Este foi o primeiro contato oficial da nova gestão municipal com o movimento médico. O Sindmed busca conversar com a gestão municipal desde outubro de 2015, quando as primeiras demandas dos médicos chegaram até o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Pereira Queiroz, e foram protocoladas junto à secretaria de saúde municipal.

 

Mulher de Cunha quebra a perna ao cair de bicicleta

A jornalista Cláudia Cruz, esposa do ex-deputado federal, cassado, Eduardo Cunha (PMDB), quebrou a perna quando estava andando de bicicleta e caiu. Ela está internada e será operada no hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Cláudia é ré em um processo da Lava Jato, acusada de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os procuradores concluíram que a jornalista ocultou e foi favorecida por dinheiro de propina recebido por Cunha. Segundo a Lava Jato, o montante foi um pagamento ilícito pela viabilização da aquisição de um campo de petróleo em Benin, na África, pela Petrobras. De acordo com o procurador da República, Deltan Dallagnol, “Dinheiro público foi convertido em sapatos de luxo e roupas de grife”.

 

Força-Tarefa acredita que Lava Jato irá até 2018

A força-tarefa responsável pela Lava Jato trabalha com o encerramento da operação que investiga a roubalheira na Petrobras entre julho e agosto de 2018, véspera da eleição para presidente da República. Pelo cronograma em discussão no Ministério Público, a homologação da delação premiada de executivos da empreiteira Odebrecht acontecerá em abril. Os procuradores preveem mais seis meses para analisar os documentos e, em seguida, denunciar políticos. Em abril, o Ministério Público acredita que haverá munição suficiente para prender o ex-presidente Lula, a cereja do bolo da investigação. A força-tarefa da Lava Jato tem tomado cuidado para não dar brechas à defesa de Lula, que alega perseguição ao ex-presidente.

 

PT quer ficar com a chave do cofre da Câmara

Após comandar o maior escândalo de corrupção da História, o PT articula acordo para apoiar a reeleição de Rodrigo Maia para presidente da Câmara. A exigência do partido é controlar a primeira-secretaria, que administra o orçamento de R$ 5,2 bilhões. Os petistas estão fora da Mesa Diretora desde 2015, quando Dilma deu ouvidos ao então ministro Aloizio Mercadante e fez o PT enfrentar Eduardo Cunha. A primeira-secretaria tem poder: cuida do Orçamento da Câmara, da nomeação dos servidores comissionados, da posse de diretores etc. Com a eleição de Eduardo Cunha, o PT ficou pela primeira vez de fora da Mesa Diretora, desde 2003.

 

Que existe já sabemos, falta explicar para que serve

Portaria publicada ontem, no Diário Oficial da União, exonerou, a pedido, Bruno Moreira Santos do cargo de secretário nacional de Juventude. O pedido de demissão foi apresentado após a repercussão negativa de uma declaração, na qual, ao se referir à chacina de presos em Roraima, ele diz que “tinha que matar mais [presos]; tinha que fazer uma chacina por semana”. A secretaria é diretamente vinculada à Presidência da República. Bruno Santos também é presidente licenciado da Juventude Nacional do PMDB. A portaria presta um enorme serviço ao país. Permitiu ao cidadão saber que existe, na estrutura de governo, uma Secretaria Nacional de Juventude. Espera-se agora uma nova publicação explicando para que serve a tal secretaria e qual o critério para a escolha de seu titula.

 

Minas perde espaço na política nacional

O país parado, atolado numa crise de autoridade e os nossos deputados federais seguem em alegres jornadas na disputa pela presidência da Câmara. Tem candidato percorrendo o país, com ajuda de amigos, pedindo votos. Tem candidato que está identificando os amigos ricos para financiarem suas viagens e tem até Rogério Rosso, deputado pelo Distrito Federal, que foi de Brasília a Goiânia de bicicleta para pedir votos. Nas redes sociais ele aparece tocando rock e pedindo apoio. Vê-se de tudo, menos uma candidatura mineira séria. Timidamente começa a especular o nome de Marcos Montes, que foi prefeito de Uberaba. Minas vai definhando politicamente. Para se ter uma ideia desta realidade, somos a segunda maior bancada federal e o último mineiro a presidir a Câmara dos Deputados foi Aécio Neves, em 2001/2002. Fortes mesmo fomos no regime militar. Dos 12 mandatos de presidentes da Câmara, quatro foram exercidos por mineiros; Olavo Bilac Pinto. José Bonifácio Andrada, Geraldo Freire e Adauto Lúcio Cardoso, eleito pelo Rio de Janeiro. Na Nova República, fundada por Tancredo, só mesmo o seu neto Aécio.