Eleição da Amams e Samu podem parar na justiça

Alterações de última hora feitas pelo atual presidente do SAMU Macro Norte e da AMAMS, Luiz Rocha Neto, ex-prefeito de São Francisco, podem fazer com que as definições das regras para as eleições nas duas entidades, marcadas para o dia 12 que vem, acabem sendo feitas na Justiça. Ligado ao deputado estadual Paulo Guedes, Luiz Rocha está sendo acusado pelas chapas de oposição de ter modificado as regras das duas eleições, descumprindo os estatutos e até acordos registrados em ata por candidatos com o objetivo de impedir que vários prefeitos da região possam votar, em benefício dos candidatos do grupo político ao qual pertence.

Por coincidência, Luiz Rocha Neto, que deixou de ser prefeito em primeiro de janeiro deste ano, era vice-presidente da AMAMS e do SAMU, e acabou assumindo as duas entidades quando o presidente teve de se afastar para se candidatar à reeleição. Diante das mudanças de regras promovidas por ele, que reduziram de 64 para 45 o número de prefeitos aptos a votar na eleição da AMAMS, e aumentaram de 42 para 57 os municípios que votarão no SAMU, usando critérios que descumprem os estatutos, os advogados dos candidatos de oposição e de prefeitos que ficaram de fora dos pleitos estudam uma forma de acionar a Justiça e o Ministério Público para impedir a “jogada”.

O deputado estadual Arlen Santiago, denuncia que o objetivo das alterações é favorecer os candidatos ligados ao grupo que comanda atualmente as duas entidades, que é alvo de várias denúncias. Santiago, que é presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, lembra que no caso do SAMU foi aberta uma investigação no Ministério Público por determinação do procurador coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde – CAOSAÙDE, Gilmar de Assis, depois que os próprios funcionários efetivos da entidade denunciaram várias irregularidades como má gestão, desvio de recursos e inchamento da estrutura de funcionários, com a suspeita da existência de funcionários fantasmas, e uso político do SAMU Macro Norte. Neste final de ano houve atrasos nos pagamentos de salários e do 13º.