Combate às drogas mobiliza classe política, que busca solução prática

O problema do século tem sido o uso indiscriminado de drogas ilícitas, cada vez mais cedo, por jovens e adolescentes. Isso tem gerado grande preocupação aos vereadores e desestabilização de famílias inteiras. Agora, a classe política se mobiliza para buscar uma solução para amenizar o problema. Um dos mais atuantes nessa área tem sido o presidente do Legislativo Municipal, Claudio Prates (PTB), que tem sido um palestrante bastante requisitado, pois prega a prevenção como a melhor forma de fazer frente ao crescimento de dependentes químicos.

Presidente da Câmera Claudio Prates (PTB)
(Foto: Ascom/Câmara)

O parlamentar disse que está atento ao projeto que está pronto para ser votado pelo plenário da Câmara Federal, que é a política da lei antidrogas. Ainda não há consenso sobre diversos pontos, principalmente em relação à internação compulsória de usuários. De autoria do deputado Osmar Terra (PMDB-RS), a proposta foi analisada, conjuntamente com outras proposições semelhantes, por comissão especial que realizou 30 audiências públicas para discutir o tema, da possibilidade da internação compulsória.

Prates também defende  a inclusão das comunidades terapêuticas no atendimento público dos usuários e a abertura de vagas em escolas técnicas para dependentes em recuperação. As comunidades terapêuticas são centros de recuperação de usuários criadas pela sociedade civil para suprir a carência de vagas para tratamento na rede pública ou conveniada. Atualmente, elas não recebem recursos públicos. Com a medida, essas entidades poderão ser financiadas pelo Estado, desde que se subordinem às regras de qualificação e gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ainda segundo Claudio, o projeto não se limita ao combate às chamadas “cracolândias”, que já começam a criar em nossa cidade, principalmente na área central, mas ao resgate pleno do paciente. “O objetivo é desintoxicar. A pessoa vive na rua, come resto de lixo, vendeu tudo o que tem em casa, não trabalha, estuda, ou cuida da família, não tem capacidade de discernir o que é bom para ela e precisa da ajuda da família. Hoje, só é internada se quiser, pois a lei atual é restritiva. E nós colocamos que pode ser internada mesmo contra a vontade, se a família pedir e o médico determinar. O certo é que precisamos discutir com toda sociedade e levar o problema a todos, já que as drogas e os usuários não são apenas problema de policia e repressão, mas sim de educação e responsabilidade toda sociedade.” Argumentou.