Após eliminação e mal no Brasileirão, presidente do Galo diz que G6 é obrigação

Grupo recheado de estrelas não consegue dar liga e arrasta
na temporada

O momento atleticano é péssimo: eliminado da Libertadores e Copa do Brasil e mal no Brasileirão. A montagem do time, com investimento e busca de grandes jogadores, era para conquistar grandes títulos em 2017, no entanto, se transformou em “obrigação” de, pelo menos, uma vaga no grupo dos seis primeiros clubes do Campeonato Brasileiro. Após o empate, por 0 a 0, com o Jorge Wilstermann, na noite da última quarta-feira, resultado que deixou o Galo fora das quartas de final do torneio continental, o presidente do clube, Daniel Nepomuceno, disse em tom de cobrança que o time terá de conseguir chegar entre os primeiros colocados no Campeonato Brasileiro.

“Obrigação, sem dúvida nenhuma. São cinco anos consecutivos. Não tem como a equipe ficar fora do G-6. Acabaram as desculpas de jogo quarta e domingo. Temos que aproveitar o calendário agora, que só vamos ter jogos do Brasileiro. É evidente que eu acredito, mesmo com tudo que aconteceu de errado, (o time) tem futebol para ficar no G-6”, salientou.

A campanha atleticana no Campeonato Brasileiro é ruim: o time está com 23 pontos, na 15ª colocação. Diante disso, a meta número um do clube alvinegro será não cair para a segunda divisão com um elenco de peso que conta.

 

Erro no planejamento?

O mandatário alvinegro salientou, inclusive, que os resultados são piores do que o esperado, sobretudo, diante de todo o investimento que foi feito. O Galo tem hoje um dos elencos mais caros do país, lembrando que é um clube fora do eixo Rio-São Paulo, com menor receita. Daniel destacou que tudo foi feito para ganhar títulos e espera uma reviravolta.

“Quem não esperava (a eliminação), sou eu. Por todo investimento feito, que já falei anteriormente. Não fujo de responsabilidade, em todo momento boto a minha cara. Quando teve erro planejamento, mesmo no ataque, que não está fazendo gols, mesmo de reposição no meio, eu corri atrás e trouxe. O Atlético tem que voltar às características dele, que é ir para frente. É evidente que teve várias falhas, mas não de planejamento. Porque, a todo momento, a gente estava pensando antes, já pensava em movimentar a equipe, que ficou desequilibrada, pagando caro por erros. Vão falar muito sobre a unidade do elenco, isso não existiu (desunião) até agora. O elenco é muito unido. Vão falar sobre a entrega que o elenco pode dar ao novo treinador, que chegou há 15 dias. Eles entregaram. Mas esse ano fugiu tudo o que foi feito e do planejamento. Ninguém esparava isso. Quando corri atrás de novo jogador, eu só recebi aplausos”, finalizou. (Gazeta Esportiva)