Secretária ameaça pedir demissão, se ano letivo for reduzido

A secretária municipal de Educação, Sueli Nobre, ameaçou pedir demissão do cargo caso a Prefeitura de Montes Claros reduza o ano escolar de 220 para 200 dias letivos e, ainda, antecipe o fim do contra turno escolar. Ela alega que se reuniu com a assessoria do prefeito José Vicente para tratar do assunto, quando pediu um tempo para estudar a situação. Ficou surpresa com a divulgação da GAZETA de que já tinha sido decidida a medida e, por isso, pedirá esclarecimentos, e, se confirmada, pedirá exoneração. Sueli Nobre explicou que a redução do ano letivo é um desserviço para a comunidade e que estava tudo planejado, com a merenda e outras atividades para manter o ano letivo como foi definido.

Ontem de manha no site da Secretaria Municipal foi colocada nota de esclarecimento que informou que o calendário de aulas não será reduzido. A reação da secretária Sueli Nobre foi totalmente contrária a do Sindicato dos Trabalhadores na Educação. O coordenador Geraldo Costa comemorou a decisão do prefeito José Vicente Medeiros, pois afirma que os 20 dias letivos a mais foi uma enganação, pois, mesmo com as professoras contratadas sendo obrigadas a comparecer aos sábados, os alunos não concordaram e tinha dia que apenas seis alunos assistiam às aulas. O coordenador lembra que o gasto com água e luz ficou grande para um resultado insignificante e que afetou a classe trabalhadora. O SindUte quer apoiar a iniciativa do prefeito José Vicente de manter as aulas apenas nos 200 dias úteis e pedirá que o Sindicato dos Servidores Municipais faça prevalecer à situação.

A GAZETA publicou, com exclusividade, a decisão de reduzir o ano letivo em 20 dias, mantendo o calendário adotado em quase todo Brasil de 200 dias letivos. Porém, na noite de segunda-feira, o assunto já estava sendo anunciado nas redes sociais por pessoas ligadas ao prefeito afastado Ruy Muniz, do PSB. Ontem de manhã a secretária Sueli Nobre ficou nervosa quando tomou conhecimento da situação, pois alegou que tinha programado uma reunião com as diretoras das escolas municipais para discutir o assunto, mas o jornal antecipou o assunto. Ela afirmou que não foi deliberado nada e que a divulgação gerou confusão entre os profissionais da educação.

O jornal apurou que, na segunda-feira à tarde, foi realizada reunião no Gabinete do Prefeito, com as participações do secretário municipal de Gestão e Planejamento, Wilson Altair Ramos; de educação, Sueli Nobre; de articulação política, Diego Macedo Froes e o procurador geral do município, Claudio Versiane, quando foram apresentadas duas opções: encurtar o ano letivo em 20 dias ou o contra turno escolar, como forma de economizar recursos financeiros. Um dos participantes alega que Sueli Nobre se dispôs a estudar qual a melhor opção a ser adotada. (Foto: Reprodução)