Aumento no preço do álcool tira margem de desconto da gasolina

Os montes-clarenses dificilmente usufruirão do desconto que a Petrobras decidiu conceder nos preços de combustíveis, pois ontem de manhã os donos de postos foram surpreendidos com o aumento de R$ 0,05 no litro do álcool, cujo aumento será repassado aos consumidores. O empresário Leonardo Vasconcelos, do Posto Coopagro, explica que essa situação afeta o preço da gasolina, que tem 27,5% de álcool e com isso, o impacto é inevitável. O núcleo regional do Sindicato dos Postos de Combustíveis tinha previsto que à partir de quarta-feira, quando chegaria à primeira carga de gasolina e óleo diesel depois do desconto.

José Teixeira Junior desanimado (Fotos: Girleno Alencar)

A Petrobras estimava que, se a queda de preços concedida nas refinarias for integralmente repassada para o consumidor, a gasolina poderá ficar 1,4% mais barata para o consumidor final, nos postos de revenda. Isso significaria uma retração de R$ 0,05 por litro. A queda projetada para o óleo diesel é de 1,8%, ou R$ 0,05 por litro. A empresa anunciou na sexta-feira, dia  14 que o litro da gasolina ficou 3,2% mais barato nas refinarias e o óleo diesel, 2,7%.

O GAZETA percorreu ontem alguns postos de combustíveis em Montes Claros, quando no Três Poderes, a gasolina custava R$ 3,879 e o álcool a R$ 2,845 e segundo o gerente Marcos Glória, estava dependendo da chegada da nova carga com o desconto para saber o que repassaria aos consumidores. Leonardo Vasconcelos, do Posto Coopagro, é mais pessimista e afirma que fica difícil dar descontos, pois recebeu ontem a carga de álcool com aumento de R$ 0,05, que seria o valor a ser descontado. A sua gasolina estava sendo vendida a R$ 3,81 e o álcool a R$ 2,83.

O motorista José Teixeira Junior não tinha muita esperança de sair alguma coisa para o povo, pois entende que esse Governo não tem compromisso com as causas da população e qualquer coisa que fizer será para enganar o povo. O advogado Fernando Batista também está descrente com qualquer desconto, ele que gasta em média R$ 200,00 por mês com essa despesa. Na sua opinião, o Governo mascara muito as coisas e por isso, quando promete fazer uma coisa, acaba fazendo outra. Por coincidência, ele abasteceu ontem, mas sem qualquer desconto.

No Posto Brasil, também na área central, a gasolina estava a R$ 3,75 e o álcool a R$ 2,75 e o frentista Aldenir Junior não tinha qualquer previsão de desconto, pois lembra que o Governo anunciou desconto de R$ 0,05 na refinaria, enquanto seu posto vendia a R$ 0,10 mais barato do que os outros concorrentes. Por isso, ficava difícil esperar qualquer mudança de preço a menor por agora.