Servidores pedem investigações na área de educação

As professoras e supervisoras da rede municipal de ensino formalizaram ontem de manhã no Ministério Público de Minas Gerais o pedido de investigações sobre supostas irregularidades na área de educação de Montes Claros de 2014 a 2016, inclusive sobre a liberação de verbas do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Básico (Fundeb). O pedido foi apresentado por um grupo de aproximadamente 10 professoras, comandadas por Iara Pimentel, Cibele Madureira e Cibele Monção. Elas citam que em junho de 2014 foi aberta a convocação para eleger os membros do Conselho Municipal de Educação, em reunião marcada pela o campus da Funorte.

As pessoas eleitas não foram empossadas e nesse período, o então prefeito Ruy Muniz deu posse a algumas pessoas escolhidas sem critérios. Iara Pimentel, que não foi empossada, aproveitou uma das reuniões realizadas em 2015 e pediu esclarecimentos sobre a verba de R$ 5,7 milhões dos restos de 2013 e 2014. O caso foi denunciado no MPF, mas acabou arquivada. Porém, ela cita que no ano de 2015 não teve nenhuma reunião para prestar contas e para agravar, agora não pagou o 14º salário, que era usado como incentivo de produtividade e nem mesmo o pagamento de dezembro. Por entender que existe risco de irregularidades, o pedido é para o MPMG apurar o que ocorreu com as reuniões do Conselho Municipal.

MÉDICOS | O presidente do Sindicato dos Médicos de Montes Claros e Norte de Minas (Sindmed), Carlos Eduardo Queiroz  se reuniu  na manhã de ontem  com a secretária de saúde de Montes Claros, Dulce Pimenta, quando apresentou a pauta de reivindicações da atenção primária e secundária do município, e também a situação da greve dos médicos especialistas da cidade, que seguem em movimento na busca de melhores condições de trabalho e valorização profissional. O Sindmed espera avançar nas negociações, que se arrastam desde 2015. A secretária recebeu documento oficial do sindicato e prometeu analisar as demandas e marcar novas reuniões com os profissionais, para andamento das negociações. Este foi o primeiro contato oficial da nova gestão municipal com o movimento médico. (Foto: Girleno Alencar)