Pauta trancada adia verbas para Centro Paula Elizabete

Os vereadores querem esclarecer para as diretoras do
Paula Elizabete

Os vereadores montes-clarenses trancaram ontem de manhã a pauta de projetos que deveriam ser apreciados pela Câmara Municipal, ontem de manhã, pois o vereador Marlon Oliva solicitou vistas ao projeto que repassa R$ 272 mil ao Instituto de Previdência dos Servidores (Prevmoc), que seria autorizada a contratar os funcionários do Shopping Popular pelo sistema de terceirização. Com isso, outros quatro projetos ficaram impedidos de serem votados. Um deles gerou polemica: repassaria R$ 62 mil ao Centro Paula Elizabete, do Jaraguá II, para atender as crianças daquela parte da cidade. A instituição dependeria da aprovação desse projeto para começar o atendimento.

A presidente do Centro Paula Elizabete, irmã Marina Francisca Gardiam e a assistente social Nágila Brant foram assistir a sessão da Câmara Municipal e ficaram surpresas com o trancamento da pauta. O vereador Edmilson Magalhães ainda tentou inverter a pauta, mas foi alertado pelo vereador Wanderley Lega Oliveira de que isso é prejudicado pelo regimento interno. Na hora de começar as votações, foi colocado em discussão o projeto do repasse ao Prevmoc. Marlon Oliva, que foi presidente da instituição, pediu vistas por três dias e com isso, todos os projetos foram barrados.

Porém o trancamento da pauta seria inevitável, pois quando fosse votado o Projeto de Lei Complementar 56/2017, que autoriza os médicos especialistas do SUS a atenderem pacientes públicos em seus consultórios particulares, os vereadores já tinham tomado a decisão de pedir vistas. Alegam que a Prefeitura encaminhou o projeto sem ouvir a secretária municipal de Saúde, Dulce Pimenta e nem os técnicos da Secretaria Municipal de Saúde.

Tanto a presidente do Centro Paula Elizabete, irmã Marina Francisca Gardiam e a assistente social Nágila Brant explicam que o local tem capacidade de atender até 1.000 adolescentes, mas no máximo atenderam 400. Para isso, sempre recebiam os profissionais contratados pela Prefeitura. Nesse ano, o prefeito Humberto Souto decidiu repassar os recursos, no valor de R$ 62 mil, para atender 300 crianças. Elas somente podem iniciar os trabalhos depois que for aprovado o repasse. Com isso, somente a escola de futebol com 80 crianças está em funcionamento, por causa da parceria com o projeto Village Ativo. (GA)