MP quer suspender outorga para reflorestadora

O Ministério Público quer suspender a outorga concedida pelo Instituto Mineiro de Gestão de Águas (IGAM) à Reflorestadora Plantar, nas imediações da Barragem de Juramento, que permite utilizar 7.600 litros/segundo das nascentes do rio Juramento. A promotora Aluísia Beraldo Ribeiro, curadora de meio ambiente da comarca de Montes Claros se reuniu na tarde de quinta-feira e de ontem com uma comitiva de vereadores, quando comunicou que a Policia Militar de Meio Ambiente elaborou um Boletim de Ocorrência com o relato dessa situação. O que mais chamou  atenção é que a Barragem de Juramento, responsável pelo abastecimento de 260 mil pessoas em Montes Claros, tem outorga para retirar no máximo 400 litros/segundo. A reflorestadora tem outorga 15 vezes maior.

Na quinta-feira uma comitiva de 10 vereadores foi a Barragem de Juramento, para verificar as causas do racionamento de água para consumo humano em Montes Claros. No local, os vereadores receberam a denúncia contra a reflorestadora Plantar, de que teria aberto poços às margens do rio Juramento, além de ter feito barramento, usando a água para irrigar o plantio de eucalipto. Isso impede que a água chegue  à barragem da Copasa. No retorno a Montes Claros, o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal, Soter Magno, marcou a audiência com o Ministério Público, quando apresentou o relato do que constatou.

A promotora Aluísia Beraldo Ribeiro marcou nova reunião, para a tarde de ontem, quando convidou os dirigentes da Superintendência Regional de Meio Ambiente e ainda a coordenação regional do IGAM. Ela ficou impressionada com os dados da outorga. Desde o mês de março que o ambientalista Flávio Pimenta apresentou a denúncia sobre essa situação e inclusive elaborou o projeto para mudar esse cenário, em iniciativa com apoio da Maçonaria. O jornal GAZETA tentou contato com a Reflorestadora Plantar, mas sem sucesso.