Família pede esclarecimentos sobre morte de criança

No destaque, a família de David Luiz e os manifestantes

A família da criança David Luiz Lima Santos, de dois anos, que morreu na manhã da última sexta-feira no Hospital Universitário de Montes Claros fez mobilização ontem de manhã na Câmara Municipal para que o caso seja apurado, pois suspeita de negligencia, já que o diagnostico inicial apontou para um caso simples de febre e somente quando se agravou é que foram tomadas as medidas necessárias. A avó da criança, Ivanilda Lima Santos, explica que seu neto passou mal na quarta-feira, pois apresentava febre. Ela levou a criança na noite do mesmo dia ao hospital. No Protocolo de Manchester, que classifica o grau da doença, a criança recebeu a cor amarela, ou seja, que não é considerada grave.

A avó explica que mora no bairro Canelas e saiu de casa com a criança, tendo dado entrada às 21 horas, quando passa pela classificação. Porém, o atendimento ocorreu apenas às 23 horas, quando ela sentiu que a criança agravava o quadro de saúde e não tinha recebido nenhum tratamento. Por conta própria, entrou na área de atendimento. O médico mandou aplicar dipirona para a criança, alegando que estava ocorrendo uma virose na cidade e esse era o quinto caso similar. Mandou tomar soro por 24 horas. A criança faleceu na madrugada de sexta-feira, aproximadamente às 4h. A indignação é com a forma de atendimento. A criança foi enterrada em Lagoa dos Patos.

O superintendente do Hospital Universitário, Otávio Braga Lima, explica que o caso está sendo investigado, mas que foram seguidos todos os protocolos para crianças com esse sintoma. Ele afirma que o prontuário da criança demoraria 30 dias para ser liberado, mas pediu aceleração nesse procedimento e desde ontem foi colocado à disposição da criança. Na sua visão, a criança teve todo atendimento necessário. (Foto: Girleno Alencar)