Copasa oferece R$ 40 milhões pela concessão de Moc

No destaque, a presidente Sinara Inácio Meireles Chenna com o diretor Gilson Queiroz e o superintendente Roberto Luiz Botelho

A Copasa propôs R$ 40 milhões pela concessão por mais 30 anos da água e esgoto em Montes Claros, conforme proposta oficial entregue ao prefeito Humberto Souto e ao procurador geral do município, Otávio Batista Rocha Machado, na tarde de quarta-feira. O jornal GAZETA apurou que na sua proposta, a estatal mineira sugeriu o lucro de 3% com a concessão de água em Montes Claros, quando se dispôs a antecipar em oito anos os R$ 40 milhões, sendo quase tudo nos primeiros quatro anos e depois diluiria o restante. Pelos levantamentos realizados, a Copasa fatura aproximadamente R$ 75 milhões com a concessão de água e esgoto de Montes Claros e os 3% daria aproximadamente R$ 2,2 milhões para a Prefeitura.

Foram apenas sete dias para a Copasa atender a exigência da Prefeitura, que no dia 10 de maio recebeu a presidente Sinara Inácio Meireles Chenna, o diretor Gilson Queiroz e o superintendente regional Roberto Luiz Botelho para discutir a concessão de água e esgoto. Souto ameaçou assumir a gestão da água e esgoto, caso a empresa não se manifestasse depois de ser notificada. O curioso é que a Copasa alega que tem o contrato em vigor até o ano de 2.028. Porém a Prefeitura alega que ela quebrou esse contrato ao descumprir vários itens que foram assinados, como o atendimento aos distritos montes-clarenses.

Ontem de manhã  o prefeito Humberto Souto justificou que não poderia divulgar o teor da proposta da Copasa, pois estava sob análise técnica, para saber o montante ofertado, mas que deverá ficar nos R$ 60 milhões, desde que haja antecipação das parcelas do lucro. Porém lembra que qualquer empresa particular pagaria até  R$ 70 milhões pela concessão, que é altamente vantajosa, mas a Prefeitura dará prioridade à Copasa, até mesmo para preservar os empregos dos atuais funcionários. Humberto explica que a restauração e urbanização da avenida Vicente Guimarães, Cintra, Vargem Grande e Bicano são investimentos em saneamento básico.

O procurador municipal Otávio Batista Rocha Machado afirma que estará analisando o montante total do contrato, mas assegura que a estatal mineira pagará R$ 60 milhões pela concessão onerosa, com o dinheiro começando a ser pago a partir de julho. No contrato que elaborará, ele afirma inclusive que será suspensa a cobrança de uma dívida do município com a empresa, que oscila de R$ 12 a 18 milhões, o que implica que a concessão na verdade será superior aos R$ 70 milhões.