Amams tem eleição marcada pelo tumulto

No destaque, a sede da AMAMS

A disputa pelo poder das entidades municipalistas do Norte de Minas apresentou mais uma polêmica ontem de manhã: aproximadamente 17 municípios foram eliminados do processo eleitoral da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS), a ser realizado amanhã, a partir das 9h. O atual presidente,  Luiz Rocha Neto, que era prefeito de São Francisco é acusado de alterar as regras da disputa para beneficiar seu candidato. A acusação é feita pelo grupo comandado pelo vice-presidente, Edmarcio Moura, prefeito reeleito de Matias Cardoso e que disputa a presidência da entidade com José Reis Nogueira, prefeito de Bonito de Minas.

Através de publicação no jornal GAZETA, de ontem, o presidente Luiz Rocha Neto determinou como será o processo eleitoral na entidade, onde os municípios que estavam aptos a votar 90 dias antes, mas depois pediram a desfiliação, ficarão impedidos de participar da eleição. O secretário-executivo da AMAMS, Luiz Wanderley Lobo alega que essa medida foi realizada sem qualquer consulta e fere o acordo celebrado no dia 4 de janeiro entre os dois candidatos a presidente, que permitia aos municípios desfiliados quitarem a dívida e participar da eleição. Com essa medida, o número de municípios que podem votar e ser votadoscai de 65 para 48.

O presidente Luiz Rocha Neto alega que apenas cumpre o estatuto da entidade que estipula essa norma. Ele alega que não existe nenhuma ilegalidade na sua postura. A sua posição é rebatida pelo secretário, pois afirma que o setor jurídico da AMAMS entende que somente é considerado desfiliado o município que não tenha pago mais dois meses de mensalidade à associação e que o pedido tenha sido homologado pela presidência, o que não ocorreu. O secretário Luiz Rocha afirma que essa mudança das regras poderá judicializar a eleição da AMAMS.

O curioso é que a política regional está assistindo uma verdadeira quebra de braço entre os deputados estaduais do Norte de Minas pela eleição nas entidades municipalistas, como a AMAMS, Cisrun-Macro Norte, que administra o SAMU nos 86 municípios e até mesmo pelo Consorcio Intermunicipal Multifinalitário. A disputa é travada principalmente pelos deputados Arlen Santiago, do PTB e Paulo Guedes, do PT e que usam como fundo de cenário a disputa pelo poder. (Foto: Girleno Alencar)