Norte de Minas tem três arranjos produtivos locais

O Norte de Minas tem três Arranjos Produtivos Locais, que é a nova  política pública de fomento ao desenvolvimento em Minas Gerais: são da cachaça, em Salinas; frutas, em Jaíba e de Pequi, em Montes Claros, conforme dados repassados pelo Estado. No total foram criados 38 APLs, que é o conjunto de empresas de um segmento produtivo, localizadas na mesma região, trabalhando de forma cooperada e sinérgica.

Na prática, o Governo quer que mais empresas tomem conhecimento das vantagens de ser tornar um Arranjo Produtivo Local, tendo como foco o fortalecimento e ordenamento da economia local.

O reconhecimento dos APLs em Minas Gerais é feito pela Secretaria Extraordinária de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais (Seedif) e quer incentivar a diversificação produtiva e o fortalecimento dos diferentes segmentos econômicos nos 17 territórios de desenvolvimento. O objetivo do projeto é não apenas reconhecer os APLs, mas também fomentar o nascimento de novas empresas dentro da lógica de Arranjo Produtivo Local. O incentivo representa o esforço do Estado em planejar e investir em melhorias, como obras de infraestrutura e escoamento da produção.

“Minas Gerais possui vários aglomerados de empresas com grande possibilidade de serem reconhecidos como APL, desde setores menos estruturados até outros mais organizados”, afirma o secretário da Seedif, Fábio Cherem. Para dar representatividade aos diferentes grupos com vocações para APLs, o Estado pretende instituir ações articuladas com parceiros, como a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Câmaras dos Dirigentes Lojistas (CDLs), Sebrae e Associações Comerciais, visando ao fortalecimento dessas empresas e à geração de emprego.

A estruturação do APL não só cria uma identidade para o grupo de empresas, mas também propicia uma série de benefícios. O segmento passa a participar de políticas públicas dos governos federal e estadual, desenvolvidas especificamente para os Arranjos Produtivos, como editais de financiamento e linhas de crédito subsidiadas.

De acordo com Fernando Passalio, Coordenador Estadual do Núcleo de APL, o “Arranjo Produtivo Local é uma das ferramentas importantes para o fomento de cadeias produtivas e do desenvolvimento econômico das regiões”. Com vocação natural para determinado setor e a concentração de empresas em uma mesma região, para se tornar um APL é necessário ter ou criar uma entidade de governança (sindicato, instituição de ensino, prefeitura ou outra entidade representativa do setor) para liderar as ações do grupo. (Foto: Divulgação)