Clima em
carregando previsão...
Publicidade

21/06/2013 09h07m - Atualizado em 21/06/2013 09h07m

Seleiro mantém viva profissão quase extinta

Quem passa pela avenida Cula Mangabeira, em frente ao número 521, na Vila Guilhermina, pode nem saber que do outro lado do balcão está um taiobeirense que decidiu ganhar a vida em Montes Claros. Ele é o autodidata Jadelício Oliveira Souza, conhecido como Dezinho seleiro, que tem 66 anos, dos quais, 59 dedicados ao ofício de seleiro.

STÊNIO AGUIAR, REPÓRTER

Edição Nº 481

A+ | A-

image

Quem passa pela avenida Cula Mangabeira, em frente ao número 521, na Vila Guilhermina, pode nem saber que do outro lado do balcão está um taiobeirense que decidiu ganhar a vida em Montes Claros. Ele é o autodidata Jadelício Oliveira Souza, conhecido como Dezinho seleiro, que tem 66 anos, dos quais, 59 dedicados ao ofício de seleiro.

Antes de chegar até aqui, o profissional – que é filho de Alicio Oliveira e Jaci Almeida Rocha, é o terceiro de oito irmãos – recorre à memória para falar como o ofício chegou à sua vida. “Lá em Taiobeiras quando tinha sete anos comecei a trabalhar com o meu pai na confecção de selas e com o passar dos anos a atividade tornou a profissão da sua vida”, relatou Seu Dezinho.

Durante todo esse tempo que lida com o ofício de fazer selas, Jadelício conta que trabalhou durante 21 anos – sendo dez em Taiobeiras e 11 em Montes Claros com o pai, depois trabalhou na Couro Minas, na rua Governador Valadares durante 12 anos e Cortinorte por dois anos. “A época em que trabalhei como funcionário foi fundamental para que conhecesse todo o processo de industrialização – selagem do couro”, relata Souza.

Passada a temporada de trabalho como funcionário, Jadelício optou por trabalhar por conta própria. Foram dois anos na avenida João 23 e já são 21 anos no atual local.

Seu Dezinho já fez selas para diversas pessoas influentes de Montes Claros como Toninho Rabelo, ex-prefeito; o médico urologista Luiz Gusmão; o pediatra Dr. Sílvio; o pneumologista Fernando Colares e Zezé Colares.

Atualmente, Jadelício Oliveira dedica a maior parte do seu tempo para a reforma de selas, já a produção dos artigos acontece quase que por encomenda. “Com a ampliação da produção em série pela indústria, a reforma tornou-se mais rentável, por isso a opção”, relata.

Hoje, depois de tanto tempo no ofício, quando um cliente chegar para fazer um orçamento logo saber o lavor que será gasto para fazer a reforma do item. “Com a prática tudo fica mais fácil. Foi com o ofício de seleiro que conquistei a minha casa, carro e consegui criar as minhas cinco filhas (Jadeliane, Janaine, Janice, Julia e Maíra)”, conta Seu Dezinho que é casado com Vaneide há 11 anos.

Envie um comentário usando seu Facebook!

Publicidade
Últimas notícias
FRANCISCO SÁ / CAPITÃO ENÉAS / JANUÁRIA
COLUNA DOIS VALES   Herança O prefeito de Francisco Sá, Denilson Rodrigues Silveira (PC do B), ganhou mais um “presente” da administração anterior: as obras inacabadas de uma creche-escola do programa Pro-Infância. Orçada em mais de um milhão de reais, em convênio com o Ministério da Educação. A verba foi toda liberada e, segundo a […] Leia mais